A nostalgia da Liberdade

Já vai sendo hábito citar os artigos de Francisco José Viegas. Mas que posso eu fazer? O homem é incisivo, escreve bem e pensa como eu penso em muitas coisas. Recomendo o último artigo no JN, a nostalgia da liberdade:

Daqui a uns anos, inclusive, o mundo estará cheio de nostálgicos da liberdade. Gente que terá saudade do tempo em que podia festejar o Natal sem ser acusada de estar a insultar os muçulmanos e os ateus; gente que podia publicar cartoons e rir dos outros – que é uma actividade meritória. Haverá nostálgicos do tempo em que podiam fumar um cigarro ou um charuto, comer costeletas de novilho com osso, andar de minissaia sem ser apedrejada, ler um livro sem levantar suspeitas – enfim, sem ser controlado de alguma maneira por Entidades Reguladoras ou por chips electrónicos que armazenam cada passo que damos, cada fronteira que atravessamos, cada doença de que nos queixámos.

Não contem anedotas, não consumam colesterol, não riam. Deixará de haver uma lei da República que vos garanta a liberdade de fazer; haverá, antes, uma lei que vos restringirá a liberdade de ser o que quiserdes ser. Em nome do Estado, do bem comum, das crenças absolutas dos outros – sempre com a bênção dos que sabem, por nós, o que é melhor para nós. Sim, estamos em guerra pela nossa liberdade.

Nota: sobre o cartão único do cidadão e demais questões já lá irei e agradeço desde já os comentários. Busy week.

Cartão único? Não, obrigado.

A ideia do “cartão único” merece ser discutida trata-se de um documento que vai substituir o Bilhete de Identidade e os cartões de identificação fiscal, de eleitor, de utente dos serviços de saúde e de beneficiário da Segurança Social, e que permite ainda registar informações pessoais relativas ao grupo sanguíneo, a indicações de alergias ou contactos do cidadão. A partir de agora, se essa ideia não for, como parece que é, declarada inconstitucional, cada cidadão terá um “chip” no bolso. Começa-se a controlar por algum lado. Dificilmente se acaba o desfile de coisas absurdas que acontecem depois.

Via Origem das Espécies. Ler também o artigo de FJV no JN: O partido único e o cartão único.

A Night at the Opera

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O Marx que eu gosto. Um verdadeiro clássico de 1935 e um dos melhores filmes dos irmãos Marx (a seguir ao Duck Soup, pois claro). Fica aqui a memorável quote (tem muitas mais) de Groucho:

You’re willing to pay him a thousand dollars a night just for singing? Why, you can get a phonograph record of Minnie the Moocher for 75 cents. And for a buck and a quarter, you can get Minnie.

My jukebox

I feel this blog is too quiet for my taste. So I decided to put a little flash player on the sidebar menu. I’m sharing one song for week. Yes, just one song. Just push the button, if ya want.

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