Freddy goes to Ireland

Este post é algo longo e pessoal. You have been warned.
E um dia acontece. Em 2006, farto da cidade onde trabalhei quase 10 anos, quis mudar de vida e decidi sair de Lisboa e ir morar para o campo. A velha história de criar os filhos numa vida com tranquilidade. Estar mais perto da família. Ter tempo para o que interessa. Com isso tive a consciência que também teria que mudar de trabalho e nunca poderia fazer por cá na minha terra (Ourém) o que gostava de fazer por Lisboa. E digo que não foi uma decisão fácil. A Sonaecom (ex Novis Telecom) deixou-me mal habituado: grande empresa, grande equipa (ISP) e ambiente de trabalho. Aprendi muito. Fora de Lisboa persegui um velho sonho meu de abrir uma empresa (ou startup, como lhe chamam agora) e ser dono do meu próprio destino. Foram 3 anos loucos. As duas primeiras tentativas foram abortadas por má escolha de parceiro e por falta de modelo de negócio atractivo. Fiz o que quis e o que nunca pensei vir a fazer (vendas, engenharia, marketing, you name it). A terceira foi um convite, onde estive na serviSMART durante 1 ano e uns meses. E digo, a melhor maneira de compreender este país e o mundo português dos negócios é tornarmo-nos sócios-gerentes. Fiz de tudo um pouco. E passado 3 anos, digo que sou uma pessoa muito diferente. Estive no “outro lado” e tenho imenso respeito pelos poucos empreendedores e empresários que este país ainda vai tendo, que trabalham horas a fio, sacrificam a sua vida pessoal e familiar para chegar ao fim do mês, pagar os impostos, lidar com a burocracia, inépcia dos tribunais, pagar os salários e ainda conseguir manter a empresa acima da linha de água. É pena que a mentalidade deste país não permita que sejam muitos mais e apenas aqueles com as grandes contas (leia-se: Estado) se vão safando por enquanto. Achava eu que gostava desta vida mas a verdade é que comecei a cansar-me disto, da situação geral que atravessamos e do país. Quando se entra na monotonia, não se vive. E foi assim que decidi mudar o meu destino, outra vez. Vou voltar à vida de assalariado e aceitei uma oferta de trabalho da VMware em Cork, na Irlanda. Vou ter oportunidade de trabalhar na empresa pioneira e líder mundial de software de virtualização. Estarei na área de Enterprise Technical Support Engineering para a Europa, com ênfase em Linux, mas com abrangência em todos os produtos VMware: ESX, vSphere, Datacenter OS. Vou ter acesso a montes de coisas novas, um grande laboratório para experiências e trabalhar com uma equipa fantástica. Isto para um gajo que adora infraestrutura e virtualização, é ouro sobre azul. A famelga vai toda comigo. Não sei o que me espera, mas será um grande desafio. Acho que o facto de adorar Guinness ajudará um pouco.

guinness

Google Servers

I always wanted to know more about the customized Google servers. The cool part is that they have implemented a distributed UPS (each server has his own battery and charge controller):

  • Instead of having a centralized UPS, Google integrated a battery into every server with a charge controller and test circuit. The battery is sealed lead-acid. Basically, it is a car battery. The goal is to keep the server running for “about a minute” until the generator turns on or the A/C power source is switched.
  • The power supply ONLY provides 12VDC (notice the yellow 12V wires coming out of the power supply), and the power only goes to the motherboard. The motherboard then directly supplies power to the disks (at 5VDC) and no other voltage conversions occur (with the exception of 1.2-1.8V for the processor). As such, the AC feed of either 208VAC or 230VAC flow directly to the server with no UPS in the middle. The battery backup directly supplies 12VDC during power outages, so no more inverters.
  • The power supply is about 92% efficient according to Google.
  • The “distributed UPS” solution is estimated by Google to be “99.9%” efficient since there’s no power distribution losses by operating directly at the DC voltage of the server.
  • Pictures and more info here. A great video (and pics) describing a Google Datacenter (servers, cooling, etc).

    Uma indústria em colapso

    Ah pois é Tózé. Não sou nenhum anti-DRM zealot mas desde que ouvi esta alma na Antena3 a dizer que o download “ilegal” de mp3 servia para financiar o crescimento do terrorismo mundial (presumo que para comprar AK-47’s para gajos barbudos no Afeganistão) começo a ter pena de cromos como este que vêm o tapete a ser-lhes puxado e daqui a uns anos ninguém se vai lembrar deles. Não foi por falta de aviso.

    Elite prompt

    Today, I was changing some stuff on my server, stopped for a moment and stared at the bash prompt:

    [[email protected] root]#

    God, I would really love to read again Cryptonomicon. But I still have to finish Quicksilver and all the Baroque Cycle thing. Damn it, Neal.