Fábrica de desemprego

Leitura do dia:

II. O sindicalismo português, representado pela GCTP e pela UGT, está perdido no tempo. A CGTP e a UGT são forças reaccionárias que impedem a adaptação de Portugal ao século XXI. Um exemplo: se os trabalhadores da Auto-Europa tivessem seguido as indicações dos sindicatos, a empresa já não estava cá. Felizmente, a comissão de trabalhadores da Auto-Europa negociou regras de flexibilidade que aumentaram a produtividade da empresa. Resultado: para o ano, os trabalhadores da Auto-Europa vão ter um aumento de 4%. Se os sindicatos tivessem impedido as mudanças “neoliberais” na Auto-Europa, os milhares de trabalhadores da fábrica estariam agora na rua a protestar contra o “neoliberalismo”. A UGT e a CGTP são fábrica de desemprego.

A CGTP é uma fábrica de desemprego.

Os Overheads

Leitura recomendada:

No início da década, conheci uma empresa pública que competia no seu ramo de actividade com várias empresas privadas. Nesses tempos, a líder do sector, privada, tinha uma estrutura central com cerca de 20 pessoas, directores, administrativos, secretárias e tudo o resto incluído. Na empresa pública só directores eram os mesmos 20. A situação foi muito bem descrita por um consultor que por lá passou: ‘Nunca vi tão pouca empresa para tantos overheads’.
No organigrama, descrito no seu próprio relatório anual, via-se um departamento de apoio psicológico para ajudar os trabalhadores stressados a ultrapassar os maus momentos e uma direcção de responsabilidade social. Apesar da simplicidade operativa própria do sector de actividade, tinham dividido as operações em três direcções independentes. Apesar de trabalharem exclusivamente no mercado nacional, tinham um responsável pelas relações internacionais. Ao todo eram duas dezenas de directores, duas dezenas de carros, duas dezenas de gabinetes em zona nobre da cidade, duas dezenas de cartões de crédito e mais uma dúzia de secretárias – modestamente, repartiam-nas.

Os Overheads