O monopólio do exibicionismo

Já vou tarde para a reportagem da SIC em torno dessa coisa dos blogs. Poderia estar aqui a dizer muita coisa, mas para evitar a redundância, aponto um artigo que diz tudo o que interessa e muito bem. No Bitaites. Deixo uns teasers:

O que ainda não consigo perceber é se a perspectiva deste debate se deve à ignorância, ao sensacionalismo ou ao medo de perder a hegemonia da comunicação, ou seja, dito de uma forma que todos possam compreender: medo de ficar sem o guito.

À medida que as pessoas vão descobrindo a Internet, vão passando menos horas diante do televisor – se é esse o caso, medo do Bicho Papão e de perder o guito, então este debate esteve ao nível das tácticas FUD (Fear, uncertainty and doubt, Medo, incerteza e dúvida) usadas em primeiro lugar pela IBM para abater a competição da recém-criada Amdahl Corp e, mais tarde, copiadas com sucesso pela Microsoft.

Ao invocar as palavras de quem de facto entende o que se está a falar, chego à conclusão que qualquer irritação é inútil, uma perda de tempo – excepto no caso de Moita Flores.

O homem tem o notável talento de dizer lugares-comuns com a mais absoluta das convicções. E esta é uma qualidade óptima para quem quer aparecer em televisão, como qualquer político sabe. E ele também é político. Ele é tudo e mais alguma coisa. Ser ou não ser, para Moita Flores, não é questão que se coloque. Um especialista em banalidades tem convicções sobre o caso Maddie, a polícia, os ladrões, o mar e o campo, o céu e a terra, os santos e os terroristas, as mensagens instantâneas e as comunicações encriptadas, os blogues, a Internet, o que se quiser. Acho que seria até capaz de dissertar sobre a psicologia da torneira da minha casa de banho, se isso implicasse um debate público. Obviamente, não precisava sequer de a usar. Quem viu uma torneira, viu todas.

Dizer que «a exposição pública da vida privada na Internet» (referindo-se às pitas do Hi5, as menores e as que já têm idade para ter juízo) «é uma enorme demonstração de solidão» e que «quanto maior a exposição, maior a solidão» é sem dúvida uma frase sonante. Fica no ouvido como um refrão dos Tokyo Hotel ou do Vítor Espadinha. Se Moita Flores não fosse Moita Flores, o que mesmo para ele é difícil, teria imediatamente entendido que na grande maioria dos casos não se trata de uma questão de solidão, mas sobretudo de exibicionismo.

Eating your own dog food

Depois do que disse sobre os blogs na tão falada entrevista à TeeVee, só posso concluir que José Sócrates tornou-se em mais uma vítima do Choque Tecnológico. Que chatice, os blogs não serem regulados e não haver um número de telefone da redacção para onde se possa ligar.

Oeste Digital

Parece que no velho Oeste, o novo Digital não pode ser criticado. Por causa deste post, o autor do blog foi ameaçado por ‘alguém’ do Oeste Digital (Associação de Municípios do Oeste) pela crítica que fez a mau código do gestor de conteúdos vendido como se fosse a oitava maravilha do mundo e claro, pago com dinheirinho público. Este país é assim.

Ana Malhoa

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O efeito Ana Malhoa. Já estou como o ptd. Vamos ver no que isto dá. Com fotos nuas ou sem elas. E por falar em fotos, aqui estão elas! Grande capa no FHM!
PS: Ouve lá, não tens outro css para colocar no site? Já parece uma árvore de Natal. 🙂

WordPress 2.0

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Just upgraded to WordPress 2.0. So far, I noticed the better and clean UI, great WYSIWYG internal editor (but it’s not that important for me, since I use ecto/xmlrpc), better img/file upload, Import improved and the upgrade process went smooth. No time to explore new features but the speed is great and it seems to me that WordPress is catching up Movable Type pretty fast. And it just works.